Cientistas da Universidade da Austrália Ocidental e da Universidade Flinders encontraram a maior planta do planeta - era um campo de algas marinhas na costa da Austrália Ocidental, cobrindo quase 200 quilômetros quadrados. O mais incrível é que toda essa plantação verde se espalhou a partir de um único broto que se clona.
Isso ficou claro quando a equipe quis explorar a diversidade genética dos campos de algas em Shark Bay. Para isso, eles coletaram amostras de plantas de toda a área e estudaram 18.000 marcadores para estabelecer seus perfis. “Ficamos surpresos com a resposta – havia apenas um perfil!” comentou Jane Edgelow, principal autora do estudo. E isso faz desta alga a maior planta conhecida pela ciência no mundo.
Antes disso, o detentor do recorde era o bosque de álamos Pando em Utah (EUA), que cresceu de maneira semelhante em uma floresta inteira com um sistema radicular comum. Pando ocupa 400 metros quadrados, o que significa que a área de algas australianas já é 400 vezes maior. Embora Pando, talvez, tenha uma biomassa mais significativa.
O campo infinito de algas também é incrível e aqui está o porquê: estima-se que já tenha pelo menos 4.500 anos. A equipe aprendeu como ele conseguiu sobreviver em um ambiente em mudança sem jogar novos genes. A planta acabou sendo poliplóide, ou seja, contendo os dois genomas parentais, e não apenas um.
Os poliplóides são frequentemente encontrados em ambientes extremos, geralmente são estéreis, mas continuarão a crescer se não forem perturbados, que é o que essa alga fez. Sem flores e sementes, provou ser forte o suficiente para sobreviver a mudanças de temperatura e salinidade, além de resistir à luz forte, o que teria causado grande estresse a muitas plantas. Os pesquisadores continuarão a estudar a incrível mega alga marinha para entender melhor seu estilo de vida.
2022-06-03 12:49:23
Autor: Vitalii Babkin